Estrutura de tijolos foi tapada com cimento pela prefeitura da Capital
No entanto, a estrutura de tijolos foi tapada pela prefeitura com cimento. Por isso, disseram os ativistas, não foi possível realizar o protesto irônico. Eles subiram em cima da mureta e gritaram palavras de ordem. Integrante do Massa Crítica, Eduardo Macedo, 25 anos, fala que os pedestres e ciclistas são tratados com descaso na cidade:
— Enquanto Porto Alegre não se conscientizar de que bicicleta tem direito de estar na rua, não vamos parar. Essa ciclovia da Ipiranga não é funcional. É um desrespeito aos cidadãos. O monumento do Laçador foi tirado de lugar para construir um viaduto, por que não podem tirar umas pedras?
Ruth Ferreira, 49 anos, relatou que foi atropelada por uma bicicleta na ciclovia há um mês. Ela também reclama da funcionalidade do trajeto que percorre a Ipiranga:
— Parei para pegar água e, quando vi, já estava no chão, machuquei uma perna. Quase caí no Arroio Dilúvio. É complicado andar aqui, tem lomba, mureta, árvores. É a ciclovia dos obstáculos, não dá para relaxar.
Segundo o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação, Vanderlei Cappellari, a construção é uma proteção do guarda-corpo da ponte, que é tombada, sobre o arroio Dilúvio. O muro já existia antes da execução da ciclovia e teve de ser retirado em função das obras. Ele foi apenas recolocado no trecho, de acordo com Capellari.
O Massa Crítica promete para a próxima quinta-feira um ato contra o projeto de lei do Executivo que altera o Plano Diretor Cicloviário. Está previsto o bloqueio de avenidas, que ainda não foram divulgadas. A concentração será no Largo Zumbi dos Palmares, no bairro Cidade Baixa, a partir das 19h.
fonte: zero hora

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