O veneno utilizado ainda não foi confirmado, mas médicos do IGP acreditam ser pesticida
O veneno misturado em um coquetel de pêssego com cachaça, que matou três pessoas e deixou uma em estado grave, pode ter sido um pesticida.
Esse é o resultado preliminar apresentado pelo Instituto-geral de Perícias (IGP) para o caso que aconteceu em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste, na última terça-feira.
A suspeita do tipo de veneno é determinada pelos sintomas das vítimas e pela análise preliminar dos corpos.
— É um pesticida comum no lado uruguaio. Agora, iremos aos comércios tentar identificar quem comprou as doses por último. O estranho é que nenhuma das vítimas tinha ligação com o meio rural — ressalta o delegado regional Eduardo Sant'Anna Finn.
De fato, as vítimas eram conhecidas pela polícia por serem usuárias de drogas e teriam sido envenenadas após beber em uma região conhecida como cracolândia. Todas seriam do meio urbano, mas a polícia também investiga se alguma delas chegou a ter um trabalho no campo.
— Esse pesticida que suspeitamos é de fácil contaminação. Então pode ser que a bebida tenha sido posta acidentalmente em um recipiente sujo com resto de pesticida. Estamos investigando todas as hipóteses — declara Finn.
Ele acha improvável que tenha havido algum defeito de fábrica, já que outras pessoas não passaram mal. Até o momento, a tese mais aceitável pela polícia é de que o trio tenha sido envenenado por vingança, acerto de contas com o tráfico de drogas.
As vítimas tinham antecedentes criminais. Patrique Renan da Silveira Rodrigues, 22 anos, respondia por furto e posse de drogas, Daniel do Amaral Rodrigues, 32 anos, por porte ilegal de arma e furto, e Adão Paulino da Rosa, 33 anos, por lesão corporal e tráfico de drogas. O sobrevivente, que está fora de perigo, é Paulo Roberto Paulino da Rosa, 36 anos. Ele tem antecedentes por pequenos furtos e era irmão de Adão Paulino.
Convulsões e desmaios após consumo de coquetel
Os três haviam trazido uma batida de pêssego, que a polícia acredita ser a fonte do veneno, para um bar por volta das 3h. No local, misturaram com doses de cachaça compradas e logo depois passaram mal. Taxistas teriam contado que, durante o translado para o hospital, eles teriam tido convulsões.
O irmão de Adão foi avisado da tragédia e desconfiou do líquido. Desesperado, provou-o e acabou internado em estado grave no Hospital de Pronto Socorro da cidade. Ele é uma das chaves para desvendar o mistério. A polícia espera ouvi-lo para elucidar o crime.
O exame completo da bebida deverá sair somente entre um mês e meio e dois. A garrafa foi enviada para Porto Alegre. Já a análise do corpo foi feita em Santana do
Livramento, no IGP.
fonte: zero hora
Esse é o resultado preliminar apresentado pelo Instituto-geral de Perícias (IGP) para o caso que aconteceu em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste, na última terça-feira.
A suspeita do tipo de veneno é determinada pelos sintomas das vítimas e pela análise preliminar dos corpos.
— É um pesticida comum no lado uruguaio. Agora, iremos aos comércios tentar identificar quem comprou as doses por último. O estranho é que nenhuma das vítimas tinha ligação com o meio rural — ressalta o delegado regional Eduardo Sant'Anna Finn.
De fato, as vítimas eram conhecidas pela polícia por serem usuárias de drogas e teriam sido envenenadas após beber em uma região conhecida como cracolândia. Todas seriam do meio urbano, mas a polícia também investiga se alguma delas chegou a ter um trabalho no campo.
— Esse pesticida que suspeitamos é de fácil contaminação. Então pode ser que a bebida tenha sido posta acidentalmente em um recipiente sujo com resto de pesticida. Estamos investigando todas as hipóteses — declara Finn.
Ele acha improvável que tenha havido algum defeito de fábrica, já que outras pessoas não passaram mal. Até o momento, a tese mais aceitável pela polícia é de que o trio tenha sido envenenado por vingança, acerto de contas com o tráfico de drogas.
As vítimas tinham antecedentes criminais. Patrique Renan da Silveira Rodrigues, 22 anos, respondia por furto e posse de drogas, Daniel do Amaral Rodrigues, 32 anos, por porte ilegal de arma e furto, e Adão Paulino da Rosa, 33 anos, por lesão corporal e tráfico de drogas. O sobrevivente, que está fora de perigo, é Paulo Roberto Paulino da Rosa, 36 anos. Ele tem antecedentes por pequenos furtos e era irmão de Adão Paulino.
Convulsões e desmaios após consumo de coquetel
Os três haviam trazido uma batida de pêssego, que a polícia acredita ser a fonte do veneno, para um bar por volta das 3h. No local, misturaram com doses de cachaça compradas e logo depois passaram mal. Taxistas teriam contado que, durante o translado para o hospital, eles teriam tido convulsões.
O irmão de Adão foi avisado da tragédia e desconfiou do líquido. Desesperado, provou-o e acabou internado em estado grave no Hospital de Pronto Socorro da cidade. Ele é uma das chaves para desvendar o mistério. A polícia espera ouvi-lo para elucidar o crime.
O exame completo da bebida deverá sair somente entre um mês e meio e dois. A garrafa foi enviada para Porto Alegre. Já a análise do corpo foi feita em Santana do
Livramento, no IGP.
fonte: zero hora

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